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O FUMO E SUA IMPORTÂNCIA ECONÔMICA.

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A cultura do fumo, é responsável pela manutenção de mais de 208.000 famílias em todo o Brasil, sendo mais de 186.000 só na região sul, segundo dados da Afubra.

Apesar de ser controversa, tem sua venda garantida, principalmente pelo aumento do consumo de cigarros no oriente médio, já que no Brasil seu consumo vem diminuindo, apesar do aumento da população mundial. A estimativa de produção para este ano é de 725 mil toneladas, sendo o Rio Grande do sul responsável por 44% da produção nacional. No município de Vista Gaúcha cerca de 30 produtores retiram seu sustento desta cultura, mas o numero vem diminuindo a cada ano, por acharem a cultura penosa, e sua rentabilidade não tem compensado todo o esforço.

O plantio do fumo é feito num sistema de integração. A indústria fumageira fornece sementes, insumos, assistência técnica e garante a compra do produto. O agricultor paga pelos insumos quando negociar o fumo. Em 2005, a Organização Mundial de Saúde ( OMS ) implementou um tratado internacional chamado Convenção-Quadro para o controle do tabaco, com a expectativa de diminuir o seu consumo. O documento traz medidas para reduzir o consumo de cigarros no mundo, como a proibição de propaganda, advertências sobre os malefícios do cigarro nas embalagens e, no que diz respeito aos produtores rurais, o apoio a atividade alternativas para geração de renda. Vários países incluindo o Brasil aderiram a convenção.

Outra medida que tenta coibir o consumo são os impostos. No Brasil eles são elevados e juntos somam 78,74 %, sendo 35,54% IPI, 25% ICMS Industria, 2,11% ICMS varejo, 6% selo de controle, 6% COFINS e 4,09% PIS. O Brasil é o 2º maior produtor de tabaco, com 745.360 toneladas em media, apenas atrás da China que produz 2.400.000 toneladas. India, EUA e Indonésia vem em seguida, listando os 5 maiores produtores mundiais.

O fumo é uma cultura cultivada principalmente em pequenas propriedades, e isto revela porque os estados do sul detém o maior numero de produtores. Estima-se que 26,4 % dos produtores são arrendatários, e não possuem áreas de terra em seu nome. Outros 35,1 %, possuem de 1 a 10 há, e 24,7 % de 10 a 20 há. Esta é a forma que os pequenos produtores encontraram para obterem uma renda maior, já que com outras culturas não é possível obter a mesma renda.

 
 

Além de áreas pequenas, o baixo nível de escolaridade, obriga os agricultores a ficarem na propriedade e desenvolverem atividades que exigem mais força física. Cerca de 89,9% dos trabalhadores que atuam na atividade do tabaco possuem ensino fundamental incompleto, e apenas 6% fundamental. A legislação é rigorosa também quanto a trabalho infantil, não havendo tolerância para esta pratica.

A necessidade de garantir fontes de renda alternativas à cultura do tabaco é considerada uma prioridade nas políticas agrícolas dos municípios produtores. Investimentos em novas culturas, criação de animais e agroindústrias têm sido incentivados pelos poderes públicos locais, como uma forma de segurança econômica. A estabilidade e a capacidade de geração de renda, saúde e bem estar da família são fatores que devem ser levados em consideração para a adoção de estratégias de migração de cultivo.

Considerando todo o exposto acima, fica clara a importância da cultura do tabaco para a economia brasileira, uma vez que o numero de pessoas diretamente envolvidas no processo é grande, onde ela se faz fonte principal de renda. Também é indiscutível o estimulo, em diminuir o consumo de cigarros por parte do ministério da saúde, bem como o seu cultivo por parte do ministério da agricultura, em face do seu grande malefício a saúde. Faz-se necessário a implantação de políticas compensatórias serias, a fim de estimular os pequenos agricultores, para que tenham uma qualidade de vida melhor em suas propriedades, e ali permaneçam. Dia 28 de outubro, dia do produtor de tabaco.

 Jadir Lopes

Secretaria Municipal da Agropecuria e Meio Ambiente